ÁGUA-ARDENTE

Reza a lenda...

MOMENTO CULTURAL
Antigamente, no Brasil, para se ter melado, os escravos colocavam o caldo da cana-de-açúcar em um tacho e levavam ao fogo.

Não podiam parar de mexer até que uma consistência cremosa surgisse. Porém um dia, cansados de tanto mexer e com serviços ainda por terminar, os escravos simplesmente pararam e o melado desandou. O que fazer agora?

A saída que encontraram foi guardar o melado longe das vistas do feitor. No dia seguinte, encontraram o melado azedo fermentado. Não pensaram duas vezes e misturaram o tal melado azedo com o novo e levaram os dois ao fogo. Resultado: o 'azedo' do melado antigo era álcool, que aos poucos foi evaporando e formou no teto do engenho umas goteiras que pingavam constantemente. Era a cachaça, já formada, que pingava. Daí o nome 'PINGA'...

Quando a pinga batia nas costas dos escravos, marcadas com as chibatadas dos feitores, ardia muito, por isso deram o nome de 'ÁGUA-ARDENTE'. Caindo em seus rostos e escorrendo até a boca, os escravos perceberam que, com a tal goteira, ficavam alegres e com vontade de dançar. E sempre que queriam ficar alegres repetiam o processo.

(História contada no Museu do Homem do Nordeste - Recife/PE).

Não basta beber, tem que conhecer!

Esquinas Cariocas

Diante dos últimos tristes acontecimentos, em uma esquina carioca qualquer, ouve-se o seguinte diálogo:

- Tem fogo?
- No carro.
- Cheira?
- Só queimo.
- Viado?
- Tá cheio.
- Trafica?
- Avião.
- Do morro?
- Faustão.

[bomba]

Vai Maria

Espia Maria
risca o mal com sua grafia
despe o mundo de agonia
e toma essa vida vadia.

Inspira Maria
enche o peito de alegria
põe na mesa a poesia
com seu sorriso de bom dia.

Desafia Maria
lança tua alma à fantasia
encontre sempre uma solução
ainda que tardia.

Faço minhas as palavras da Ruth

Meu nome foi incluído no manifesto de intelectuais em seu apoio. Eu não a apóio. Incluir meu nome naquele manifesto é um desaforo! Mesmo que a apoiasse, não fui consultada. Seria um desaforo da mesma forma. Os mais distraídos dirão que, na correria de uma campanha… “acontece“. Acontece mas não pode acontecer. Na verdade esse tipo de descuido revela duas coisas: falta de educação e a porção autoritária cada vez mais visível no PT. Um grupo dominante dentro do partido que quer vencer a qualquer custo e por qualquer meio.

Acho que todos sabem do que estou falando.

O PT surgiu com o bom sonho de dar voz aos trabalhadores mas embriagou-se com os vapores do poder. O partido dos princípios tornou-se o partido do pragmatismo total. Essa transformação teve um “abrakadabra” na miserável história do mensalão. Na época o máximo que saiu dos lábios desmoralizados de suas lideranças foi um débil “os outros também fazem…”. De lá pra cá foi um Deus nos acuda!

Pena. O PT ainda não entendeu o seu papel na redemocratização brasileira. Desde a retomada da democracia no meio da década de 80 o Brasil vem melhorando; mesmo governos contestados como os de Sarney e Collor (estes, sim, apóiam a sua candidatura) trouxeram contribuições para a reconstrução nacional após o desastre da ditadura.

Com o Plano Cruzado, Sarney tentou desatar o nó de uma inflação que parecia não ter fim. Não deu certo mas os erros do Plano Cruzado ensinaram os planos posteriores cujos erros ensinaram os formuladores do Plano Real.

É incrível mas até Collor ajudou. A abertura da economia brasileira, mesmo que atabalhoada, colocou na sala de visitas uma questão geralmente (mal) tratada na cozinha.

O enigmático Itamar, vice de Collor, escreveu seu nome na história econômica ao presidir o início do Plano Real. Foi sucedido por FHC, o presidente que preparou o país para a vida democrática. FHC errou aqui e ali. Mas acertou de monte. Implantou o Real, desmontou os escombros dos bancos estaduais falidos, criou formas de controle social como a lei de responsabilidade fiscal, socializou a oferta de escola para as crianças. Queira o presidente Lula ou não, foi com FHC que o mundo começou a perceber uma transformação no Brasil.

E veio Lula. Seu maior acerto contrariou a descrença da academia aos planos populistas. Lula transformou os planos distributivistas do governo FHC no retumbante Bolsa Família. Os resultados foram evidentes. Apesar de seu populismo descarado, o fato é que uma camada enorme da população foi trazida a um patamar mínimo de vida.

Não me cabem considerações próprias a estudiosos em geral, jornalistas, economistas ou cientistas políticos. Meu discurso é outro: é a democracia que permite a transformação do país. A dinâmica democrática favorece a mudança das prioridades. Todos os indicadores sociais melhoraram com a democracia. Não foi o Lula quem fez. Votando, denunciando e cobrando foi a sociedade brasileira, usando as ferramentas da democracia, quem está empurrando o país para a frente. O PT tem a ver com isso. O PSDB também tem assim como todos os cidadãos brasileiros. Mas não foi o PT quem fez, nem Lula, muito menos a Dilma. Foi a democracia. Foram os presidentes desta fase da vida brasileira. Cada um com seus méritos e deméritos. Hoje eu penso como deva ser tratada a nossa democracia. Pensei em três pontos principais.

1) desprezo ao culto à personalidade;

2) promoção da rotação do poder; nossos partidos tendem ao fisiologismo. O PT então…

3) escolher quem entenda ser a educação a maior prioridade nacional.

Por falar em educação. Por favor, risque meu nome de seu caderno. Meu voto não vai para Dilma.

SP, 25/10/2010

Ruth Rocha, escritora

Reflexões

Brrrrr. Ufa, depois de um longo e tenebroso inverno virtual, espanto a webteia e eis que surge um novo post no meu quase falecido blog. O que 140 caracteres não fazem... Vamos aos fatos:

1. O Peixe foi campeão. Com folgas. Dos demais grandes de SP. Porque na final, em minha opinião, o Santo André foi superior no confronto e, salvo o gol mal anulado pela bandeirinha-que-não-usa-óculos-escuros, a zebra passearia livremente pelo Pacaembu. É o melhor time em atividade no futebol brasileiro neste primeiro semestre, com certeza. Mereceu o título pela campanha, e seria muita injustiça revivermos aqueles velhos clichês mal assombrados de 82, de “que o futebol-arte é muito bonito, mas não ganha títulos”.

2. E o Ronaldo, hein? Patético. Nem de longe lembra o implacável atacante, maior artilheiro de Copas do Mundo. Quarta-feira foi triste. Eu estava lá no dilúvio do Maraca e tive até pena! Juro. O cara encalhou. Literalmente.

3. Sério agora. Noves fora teorias da conspiração, a troco de quê essa perseguição implacável da imprensa (principalmente a carioca) em cima do Adriano? Cara, ele é desequilibrado e precisa de ajuda? Lógico que sim. O cara rende notícia? Rende. A imprensa tem que cobrir os fatos? Tem. Mas daí a ficarem enchendo o saco pela não convocação do cara já é demais! Porra, os caras se esquecem de tudo que ele já fez na carreira? Adriano tem histórico na seleção, tem gols, títulos. Foi campeão brasileiro com o Flamengo, sendo artilheiro do maior campeonato do mundo. Se esqueceram de tudo que ele fez em 2005? Copa América , Copa das Confederações...

4. Sabidamente, o voto contrário da Patrícia Amorim no Fábio Koff gerou retaliações claras ao Flamengo por parte da CBF/Globo. Agora, perseguirem os atletas acho um pouco demais, né não? Vem cá: por que a imprensa não questiona o Dunga pela convocação de energúmenos como Josué e Gilberto Silva, tanto quanto ela questiona a convocação do Adriano?

5. Neymar? Ganso? Leva os dois, porra! E o Adriano também! Uma coisa não exclui a outra. É perfeitamente possível levar os três e barrar cabeças-de-bagre nessa seleção. Aliás, o meio campo tá cheio delas! Por que não levar o Marcelo (Real Madri) como único lateral esquerdo? Já que o Daniel Alves é polivalente e o Maicon é titular absoluto na direta, abre-se mais uma vaga no ataque. Leva o Neymar e leva o Adriano também, não dá pra abrir mão de um tanque como o Adriano na Copa, a experiência dele comprova isso.

Voltei. Ou não. Ou pelo menos até a próxima opinião superar os viciantes 140 caracteres...

Não é o fim da assessoria de imprensa, pelo contrário

01 de setembro de 2009

O conteúdo gerado pelo usuário e as redes sociais não vão tornar o assessor de imprensa uma figura obsoleta - desde que ele se ligue e comece a olhar para webanalytics e business intelligence.


Por Stivy Malty Soares

O futuro incerto frente ao presente pseudo-caótico da comunicação tem deixado jornalistas e assessores de imprensa de cabelos em pé. Qual o futuro dos “press releasers” e das agências de assessoria, agora que informação é gerada em tempo real também pelo próprio mercado?

Bloggers, diretores de empresas e o próprio público têm ou não capacidade para seguir com a mesma qualidade de serviços? Isso tem importância para o leitor?

É fato que o volume de informações geradas informalmente hoje supera muito o volume formalmente desenvolvido pelos profissionais da comunicação. O que se discute não é a qualidade com a qual essa nova informação é apresentada, mas o fato de que ela acontece em tempo real e parece suprir a necessidade de consumo do público.

Como diz uma das máximas do mercado, o ótimo é inimigo do bom. E o bom supre a demanda.

Os blogs, as mídias sociais e até o próprio e-mail podem transmitir a informação de forma muito rápida e imparcial - e isto é o que o público procura, diferente da mensagem perfeitamente formatada, que cria a aura de produção e sugere uma imagem de falsidade e direcionamento de interesses.

O público demonstra que a mensagem realmente consumida é a que circula nos meios informais. Jornais, revistas e a própria TV continuam importantes e servem para que o público confirme aquilo que já foi lido durante o dia, na web.

Em rodas de jornalistas, o comentário é o de que os diplomas podem ser jogados no lixo e que estudaram tanto para nada. Mas calma, não é bem assim!

Não é o fim da assessoria de imprensa e do jornalismo formal. O fim da reserva de mercado já ocorreu em várias profissões e faz parte da evolução das espécies. Quem evolui junto ao mercado sobrevive; quem bate o pé na areia movediça se enterra cada vez mais. Nas rodas é fácil identificar quem tende a se reciclar e quem resiste e vai ficar para trás.

Metas para os objetivos da comunicação

Por conta das novas necessidades de organização da informação e do direcionamento de conteúdo pertinente e aderente a cada perfil de consumidor, técnicas e ferramentas de database marketing, business intelligence, webanalytics e de marketing direto têm auxiliado as agências de comunicação a se reinventarem através da chamada “Comunicação Multidirecional”.

Crie indicadores

As técnicas de BI e de estatística ajudam a criar e a gerir novos indicadores importantes e que realmente interessam ao mercado, não mais resultados irrelevantes.

As técnicas de database marketing ajudam a definir o público alvo para cada tipo de informação, com base em seu perfil e interesses, sempre com foco nos objetivos da comunicação.

  • O que foi entregue e o que foi de fato consumido?
  • Que tipo de cliente responde melhor a cada método de comunicação?
  • Que tipo de cliente responde melhor a cada meio de comunicação?
  • Como melhorar os resultados e o índice de interesse do público?

Métricas

As técnicas de webanalytics auxiliam a medir os resultados de cada mídia online. Associadas às técnicas de Web Intelligence, formam uma base tecnológica perfeita para as agências entrarem com segurança no meio digital. Além disso, já existem ferramentas que ajudam a medir os resultados de imagem através de mídias sociais.

  • O que estão dizendo sobre minha empresa?
  • É positivo ou negativo?
  • Esse conteúdo informal tem afetado o valor de minha empresa? E as vendas?
  • Como reverter comentários negativos e amplificar os positivos?

Conteúdo para diferentes canais

O marketing estratégico e o marketing direto auxiliam as assessorias de imprensa a formatar a comunicação de modo a ser interpretada e consumida por cada tipo de público, de forma coerente e através de canais pertinentes.

  • Que tipo de informação deve circular em blogs, Twitter e em redes sociais?
  • Que tipo de informação deve ser divulgada através de e-mail marketing aos clientes?
  • Que tipo de informação deve apenas gerar conteúdo para ser indexado em sites de buscas e ficar disponível para quem pesquisar?
  • O que deve ir para jornais, revistas e para a TV? Como e com que tipo de linguagem?

Com tudo isso, a “comunicação multidirecional” é uma das soluções mais rápidas e de resultados mais expressivos para que as assessorias de imprensa recuperem o fôlego, não apenas da geração de conteúdo, mas principalmente pela distribuição e medição de resultados. Comunicação sem métricas já não faz mais sentido, assim como a exposição de conteúdo de forma aleatória. Quem conseguir associar todas essas técnicas de comunicação, está com um bom futuro garantido. É isso que o público deseja, mesmo sem ter consciência.

Ser Flamengo

Ser Flamengo é ser humano e ser inteiro e forte na capacidade de querer. É ter certezas, vontade, garra e disposição. É paixão com alegria, alma com fome de gol e vontade com definição. É ser forte como o que é rubro e negro como o que é total. Forte e total, crescer em luta, peleja, ânimo, e decisão.

Ser Flamengo é deixar a tristeza para depois da batalha e nela entrar por inteiro, alma de herói, cabeça de gênio militar e coração incendiado de guerreiro. É pronunciar com emoção as palavras flama, gana, garra, sou mais eu, ardor, vou, vida, sangue, seiva, agora, encarar, no peito, fé, vontade. Insolação.

Ser Flamengo é morder com vigor o pão da melhor paixão; é respirar fundo e não temer; é ter coração em compasso de multidão.

Ser Flamengo é ousar, é contrariar norma, é enfrentar todas as formas de poder com arte, criatividade e malemolência. É saber o momento da contramão, de pular o muro, de driblar o otário e de ser forte por ficar do lado do mais fraco. É poder tanto quanto querer. É querer tanto como saber; é enfrentar trovões ou hinos de amor com o olhar firme da convicção.

Ser Flamengo é enganar o guarda, é roubar o beijo. É bailar sempre para distrair o poder e dobrar a injustiça. É ir em frente onde os outros param, é derrubar barreiras onde os prudentes medram, é jamais se arrepender, exceto do que não faz. É comungar a humildade com o rei interno de cada um.

É crer, é ser, é vibrar. É vencer. É correr para; jamais correr de. É seiva, é salva; é vastidão. É frente, é franco, é forte, é furacão. É flor que quebra o muro, mão que faz o trabalho, povo que faz país.

(Artur da Távola)

O texto como o texto deve ser

"É preciso levar em conta as palavras que você escolhe, cuidar de cada sentença.

É preciso ser sensível aos sentimentos daquelas pessoas.

Além disso, o texto deve ser bonito, bem escrito, com clareza, e seguindo os melhores padrões dos escritores de ficção.

A ideia é elevar a não ficção, a reportagem, ao nível da literatura."

GAY TALESE

E aí, gostaram!? Particularmente, achei essa nova gola muito estranha, um pouco ousada demais pro meu gosto... A branca ficou bonita, com as tradicionais listras voltando ao meio da camisa, assim como as próprias listras, que voltaram a ser mais largas, com de costume.

Mas enfim, que os novos mantos sagrados tragam novos ares às combalidas finanças rubro-negras e que a Olympikus faça jus à nossa marca Flamengo, elevando cada vez mais nosso nome mundo afora.

Assim falou Baudelaire...

É necessário estar sempre bêbado.
Tudo se reduz a isso; eis o único problema.
Para não sentirdes o horrível fardo do Tempo, que vos abate e vos faz pender para a terra, é preciso que vos embriagueis sem cessar.
Mas de quê? De vinho, de poesia ou de virtude, a vossa escolha.
Contanto que vos embriagueis.
E, se algumas vezes, nos degraus de um palácio, na verde relva de um fosso, na desolada solidão do vosso quarto, despertardes, com a embriaguez já atenuada ou desaparecida, perguntai ao vento, à onda, à estrela, ao pássaro, ao relógio, a tudo o que foge, a tudo o que geme, a tudo o que rola, a tudo o que canta, a tudo o que fala, perguntai-lhes que horas são; e o vento, e a vaga, e a estrela, e o pássaro, e o relógio, hão de vos responder: É hora de se embriagar!
Para não serdes os martirizados escravos do Tempo, embriagai-vos; embriagai-vos sem tréguas!
De vinho, de poesia ou de virtude, a vossa escolha.

Poema da Foda

Literatura (???) de Cordel (???)

Neste Brasil imenso
Quando chega o verão,
Não há um ser humano
Que não fique com tesão.
É uma terra danada,
Um paraíso perdido.
Onde todo mundo fode,
Onde todo mundo é fodido.
Fodem moscas e mosquitos,
Fodem aranha e escorpião,
Fodem pulgas e carrapatos,
Fodem empregadas com patrão.
Os brancos fodem os negros
Com grande consentimento,
Os noivos fodem as noivas
Muito antes do casamento.
General fode Tenente,
Coronel fode Capitão
E o presidente da República
Vive fodendo a nação.
Os freis fodem as freiras,
O padre fode o sacristão,
Até na igreja de crente
O pastor fode o irmão...
Todos fodem neste mundo
Num capricho derradeiro
E o danado do Dentista
Fode a mulher do Padeiro.
Lula depois de eleito, se tornou um fudedor
Fode a Marisa, o PT e até o trabalhador.
O senador fode o deputado
Que fode o eleitor.
Parece que a natureza
Vem a todos nos dizer,
Que vivemos neste mundo
Somente para foder.
E você, meu nobre amigo
Que agora está a se entreter,
Se não gostou da poesia
Levante e vá se foder!!!

[Autor desconhecido*]
*também pudera né, se fosse conhecido, tava fodido!

Redes sociais e suportes móveis são o futuro da internet, diz inventor da web

Quarta-feira, 22/04/2009 às 18h08m, O Globo/Tecnologia - MADRID, Espanha


As páginas web nasceram há 20 anos e, ainda que seu crescimento tenha sido muito rápido, seu futuro é ainda mais "amplo e promissor", sobretudo por causa das redes sociais e suportes móveis, afirmou nesta quarta-feira o criador da World Wide Web, Tim Berners-Lee, na inauguração do Congresso Internacional www2009, em Madrid.

No auditório repleto de engenheiros e especialistas em telecomunicações, o pai da World Wide Web expôs seus prognósticos sobre a web em dois âmbitos: suas aplicações em telefonia móvel e o desenvolvimento das redes sociais.

Numa sociedade que atravessa uma crise global, Berners-Lee acredita que a web 3.0 - sucessora da atual web 2.0, mãe das redes sociais - cresça em direção a uma intercomunicação mundial sem precedentes, com as barreiras linguísticas sendo derrubadas.

Esta ruptura fará com que a sociedade da comunicação se amplie com páginas com um desenho mais simples, mais protocolos de segurança e maior velocidade de acesso e download de todo tipo de documentos.

As páginas web, que em sua origem foram uma forma de troca de textos entre comunidades acadêmicas, se transformaram em um espaço no qual os internautas de todo o mundo publicam e baixam informação em todas as línguas e se comunicam graças a ferramentas de "chat" e correio-eletrônico.

Tim Berners-Lee estima que com um desenvolvimento da internet cada vez mais incontrolável é difícil analisar seu futuro, opinião compartilhada por Vinton Cerf, vice-presidente da Google e pai da internet.

Em sua apresentação conjunta na abertura da www2009, Berners-Lee e Cerf disseram que para eles a web é uma "oportunidade de desenvolvimento" do marco social, econômico e político de qualquer nação. A palavra democracia apareceu durante o congresso tanto quanto as mais novas aplicações da web.

Quanto aos avanços técnicos que estão por vir, Berners-Lee disse imaginar que no futuro as pessoas vão se conectar através do telefone móvel, que sai "muito barato nos países em desenvolvimento" e que pode funcionar como "um grande servidor" de informação e comunicação.

Por isso o desenvolvimento dos sites em espanhol - terceiro idioma mais popular na internet e segundo nas redes sociais -, segundo Berners-Lee, será tão grande como o "crescimento da rede em outros idiomas".

Diante da expansão da internet, que Cerf descreveu como um "mundo maravilhoso para a informação", os dois pioneiros apontaram a necessidade de se salvaguardar a segurança e a privacidade.

O vice-presidente do Google aposta na implementação de medidas como o controle governamental para "proteger o acesso" aos conteúdos, "a prevenção a nível tecnológico", penalizar quem cometer crimes na rede, persuadir as pessoas a fazer as coisas da forma correta e "proteger a propriedade intelectual".

Com a chegada de uma era com "mais internet, maior velocidade e mais internautas" a informação chegará em tempo real a um número maior de pessoas que a receberão em suportes como os telefones celulares ou outros que, hoje, parecem ficção científica, como lentes de óculos, arrisca Berners-Lee.

Os dois pesquisadores receberam títulos de doutor Honoris Causa na Universidade Politécnica de Madrid, coorganizadora do encontro mundial, que pela primeira vez se celebra na capital espanhola e se prolongará até esta quinta.

Para Berners-Lee a chave está em se "construir uma plataforma (ou rede) para as gerações futuras" sem poder se "presumir para que ela será usada", uma vez que a web avança para ser "cada vez mais aberta e comunitária".

despedida do verão

"Satânico é meu pensamento a teu respeito, e ardente é o meu desejo de apertar-te
em minha mão, numa sede de vingança incontestável pelo que me fizeste ontem.

A noite era quente e calma e eu estava em minha cama, quando, sorrateiramente,
te aproximaste. Encostaste o teu corpo sem roupa no meu corpo nu, sem o mínimo pudor!

Percebendo minha aparente indiferença, aconchegaste-te a mim e mordeste-me sem escrúpulos.
Até nos mais íntimos lugares. Eu adormeci. Hoje quando acordei, procurei-te numa ânsia
ardente, mas em vão. Deixaste em meu corpo e no lençol provas irrefutáveis do que entre
nós ocorreu durante a noite.

Esta noite recolho-me mais cedo, para na mesma cama te esperar. Quando chegares,
quero te agarrar com avidez e força. Quero te apertar com todas as forças de minhas mãos.
Só descansarei quando vir sair o sangue quente do seu corpo. Só assim, livrar-me-ei de ti, pernilongo Filho da Puta!"

Carlos Drummond de Andrade

Gelando a CERVA em 90 segundos!

GELANDO A CERVEJA EM 3 MINUTOS - ISSO É QUE É UTILIDADE PÚBLICA!!!
PARA GELAR RÁPIDO A CERVEJA >> Anotem para alguma emergência!
O carvão já está na churrasqueira e a galera chega com latas e mais latas de cerveja... Vergonhosamente quente! Como gelá-las? Foram buscar a ajuda do professor Cláudio Furukawa, do Instituto de Física da USP, para responder a essa questão crucial.
Gelo no isopor. Para cada saco de gelo, coloque dois litros de água, meio quilo de sal e meia garrafa de álcool. A água aumenta a superfície de contato, o sal reduz a temperatura de fusão do gelo (ele demora mais para derreter) e, por uma reação química, o álcool rouba calor.
Os físicos chamam este líquido de "mistura frigorífica". GELO, ÁLCOOL, SAL E ÁGUA! A mistura frigorífica é barata e a cerveja fica "em ponto de bala" em apenas 3 minutos! Não é nenhum sacrifício esperar, né?
Lembre-se de lavar a latinha ao tirá-la da mistura, para eliminar o gosto meio salgado que ficará na tampa da lata. Para os moderados, vale lembrar que a técnica também funciona para garrafas pets de refrigerante e latinhas em geral. Mas isso não interessa muito, neste exato momento em que você acabou de ler este post e está louco para testar a mistura no churrasquinho de amanhã e entornar todas geladinhas, não é mesmo!? Enjoy!

Ela

Ó primavera tão bela
se esmera em encantar
em prosa e verso
as esquinas daquela viela

Espera. O vento bate
por detrás daquela janela
e encerra seu curso
onde antes manhã era

Impera. O tempo fecha
e arrasta a saia dela
leva junto meu assunto
um doce olhar, quem me dera...

Por João Paulo Anzanello.

O fenômeno do twitter e a snack culture

12/01/2009 – Marcelo Tripoli*

Tenho recebido muitas indagações sobre a real utilidade do Twitter, que pode ser definido, à primeira vista, como uma rede social na qual pessoas e amigos descrevem ações e acompanham detalhes do cotidiano de desconhecidos.

O grande trunfo do Twitter é, aparentemente, esse: como em um verdadeiro Big Brother, os usuários matam sua curiosidade ao acompanhar a vida alheia. A tamanha popularidade deste tipo de ferramenta chamou, é claro, a atenção das empresas, especialmente das áreas de marketing, nas quais os profissionais têm muitas dúvidas sobre a amplitude do Twitter e como ele pode ser utilizado para conectar marcas e consumidores, agregando vantagens competitivas.

Confesso que, em um primeiro contato, considerei o Twitter bastante inútil. Afinal, o que uma ferramenta em que você fica o tempo todo respondendo a uma única pergunta - o que está fazendo? – pode agregar às marcas? Enfim, qual a lógica de ler o que os outros estão fazendo e ficar o tempo todo postando o que você está fazendo?

Se o Twitter tivesse apenas esta simplicidade, seria uma cópia de outras redes sociais e ficaria, com certeza, restrito a adolescentes e determinados nichos. Porém, seu potencial é muito maior. Esta ferramenta, fundada em 2006, por uma empresa de São Francisco, nos Estados Unidos, quebrou paradigmas e tem como principal característica limitar as mensagens em até 140 caracteres. Esta restrição, em pouco tempo, concretizou definitivamente o sucesso do Twitter.

Ao limitar o tamanho dos posts, que inclusive podem ser enviados pelo celular, a ferramenta sai na frente dos blogs – mais rápida e prática para postar mensagens – e se adéqua definitivamente a um fenômeno, descrito na capa da Wired de alguns meses atrás, como Snack Culture - o consumo de conteúdo cada vez mais rápido e superficial e baseado em um mundo cada vez mais digital.

Isso faz total sentido: o tempo de atenção que dispensamos para um assunto é cada vez menor e a tecnologia tem que se adequar. Os vídeos no Youtube, por exemplo, são limitados a dez minutos.

Ok! Mas, voltamos ao Twitter, uma alternativa interessante de mídia digital para os próximos anos. Como as empresas podem aproveitá-lo? Existem diversas formas, entre as quais vale destacar:

· pesquisar o que estão falando da sua marca ou do seu produto. Para isso, basta entrar no search.twitter.com;

· abrir um canal de comunicação e suporte aos seus consumidores, como fez a Comcast, maior operadora de TV a cabo dos EUA;

· divulgar conteúdos e informações em primeira mão para os consumidores que optarem por te seguir, como fez o canal Telecine;

· transmitir ofertas de produtos e promoções, como Amazon;

· prestar serviço, informando, por exemplo, cancelamento de vôos, como fez a Delta.

Estes são apenas alguns exemplos básicos de como o Twitter pode rapidamente ajudar a sua empresa a ganhar ainda mais popularidade e conquistar consumidores. Muitas já aderiram a esta tecnologia e estão, inclusive, substituindo blogs corporativos pelo Twitter. É a snack culture em ação com força total. E se você quer saber mais, não esqueça de me seguir no www.twitter.com/marcelotripoli.

*Presidente da agência de marketing digital iThink e autor do blog ifound.com.br

Web 2.0? Melhor dizer mídia social ou colaborativa

O termo Web 2.0 não soa bem quando usado para benefício privado, ao invés de defender os valores por trás do conceito. Sempre existiu a característica que diferencia a internet das mídias tradicionais.

Por Juliano Spyer

Logo que comecei a ouvir falar em Web 2.0, imaginei uma espécie de condomínio virtual privado – um espaço desenvolvido por mega-corporações, acessível por um canal diferenciado do da internet comum, funcionando como uma plataforma de publicação mais controlada e protegida e oferecendo soluções de e-commerce e vantagens para usuários com acesso rápido. Nada disso.


Na verdade Web 2.0 se refere a uma relação de características que supostamente diferenciam novos sites daqueles que naufragaram com o estouro da bolha da internet na virada do século. Defensores do termo dizem que ele identifica sites de networking social, ferramentas de comunicação, wikis e etiquetagem eletrônica (tags), baseados na colaboração e que entendem que a natureza da rede é orgânica, social e emergente.


Por esse motivo alguns críticos consideram que o nome Web 2.0 vem sendo aplicado indiscriminadamente como sinônimo de originalidade tecnológica para entusiasmar possíveis clientes e investidores. A associação vaga entre “2.0” e a idéia de inovação abre precedente para que, por exemplo, um projeto comum que inclua um blog seja promovido como Web 2.0 pela equipe de vendas encarregada de oferecer a solução. Ao invés de defender os valores por trás do conceito, o nome passa a ser usado para benefício privado.


Para Clay Shirky, um estudioso dos efeitos sociais e econômicos dessas novas tecnologias, “antes da internet, as diferenças na comunicação entre comunidade e audiência eram fundamentalmente determinadas pela mídia – telefones serviam para conversas de um-para-um, mas não serviam para atingir rapidamente um grande número de pessoas, enquanto a TV tinha características inversas. A internet pôs fim à separação, oferecendo um mesmo veículo para ser usado para falar com comunidades ou audiências.”


Essa característica, que permite que aconteça a colaboração online, surgiu junto com a comunicação via computadores em rede nos anos 1970, nos primórdios da internet. Em meados de 1990, na transição da internet de nicho (voltada a entusiastas da computação) para a internet acessível ao usuário comum, os sites incorporaram temporariamente características da mídia de massas convencional, mas o estouro da bolha na virada do milênio corrigiu esse desvio de trajetória.


As vantagens do conteúdo gerado em ambientes colaborativos determinaram a sobrevivência de sites como Amazon.com e Craigslist, e produziram a fundação para o desenvolvimento de projetos como Google, Wikipédia, Orkut, YouTube e Second Life. Considerando a comunicação de duas vias de várias ou muitas pessoas entre si como o elemento diferenciador da internet em relação às tecnologias de mídia precedentes, não houve quebra de paradigma que justifique a denominação Web 2.0. Mídia social e internet colaborativa descrevem mais precisamente a característica que diferencia a internet das mídias tradicionais.

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