Uso da crase – PROIBIDO quando:

1. Antes de masculino
Gostava de andar a cavalo. Viajou a serviço. Vendeu tudo a prazo. Comprou um fogão a gás.
2. Antes de verbo
Começou a redigir. Estamos dispostos a colaborar. A lei entra em vigor a partir de hoje.
3. A (singular) + palavra no plural
Referia-se a cidades do interior. Não me refiro a mulheres, e sim a crianças. Presto favores a pessoas dignas. O capital da empresa pertence a entidades governamentais.
4. Antes de artigo indefinido (= uma)
O infrator ficará sujeito a uma multa a ser definida. Ofereceu o prêmio a uma funcionária dedicada.
5. Antes de nome feminino tomado em sentido genérico ou indeterminado
O infrator ficará sujeito a multa. Ela é candidata a rainha do carnaval.
6. Antes de pronome indefinido ou palavra por ele modificada
Entregou o livro a alguém. Isto é útil a qualquer pessoa. Não irei a festa alguma.
7. Antes de pronome demonstrativo (= esta, essa, isto, isso)
Estamos atentos a essa tendência. Ofereceu o prêmio a esta aluna.
8. Antes de pronome pessoal
Dedicou a canção a mim. Entregou a ela tudo que pediu. Elas feriram a si mesmas.
9. Antes de pronomes de tratamento
Dei a carta a Sua Excelência. Ele disse a Vossa Senhoria que não viria. Contei tudo a D. Francisca. Exceções: Senhora, Senhorita, Doutora e Madame.
Transmiti o recado à Senhora Eva. Entreguei o livro à Dra. Márcia.
10. Antes de quem e cujo(s), cuja(s)
Isto convém a quem trai. É a autora a cuja peça me referi.
11. Entre palavras repetidas
Ficaram cara a cara. O líquido cai gota a gota. Venceu de ponta a ponta.
12. Antes de terra como antônimo de bordo
Mandou o marinheiro a terra. Depois de tantos dias no mar, chegamos a terra.
Observação: qualquer outra terra (inclusive o planeta Terra) admite crase.
Depois de tantos dias no mar, chegamos à terra procurada. Vou à terra dos meus avós. O astronauta voltou à Terra.
13. Antes de casa = lar, sua própria casa
Vou a casa. Ele ainda não retornou a casa desde aquele dia.
Observação: qualquer outra casa admite crase.
Vou à casa dos meus pais. Ele ainda não retornou à casa dele.

Garrafa - MailMaster Imakers - JP Anzanello


Roda - MailMaster Imakers - JP Anzanello


Correio - MailMaster Imakers - JP Anzanello


SE CORRER O BICHO PEGA


Acontece que a ansiedade e a angústia em conseguir um lugar ao sol no mercado de trabalho, cada vez mais competitivo, se torna uma tarefa das mais conflitantes e complexas. Se por um lado você carrega uma boa formação acadêmica e está transbordando de idéias, por outro, de uma hora pra outra, você se vê na obrigação de trabalhar e conseguir seu sustento. Pagar sua contas se torna uma dura realidade, e o que antes era uma aventura distante, se apresenta como um presente nebuloso.

Nem sempre foi assim. Todos nós sabemos que no passado, lugar de bom diploma era o emprego certo. As ofertas se debruçavam sobre sua mesa, e o profissional recém-formado tinha a doce decisão de escolher o lugar ideal para trabalhar. As opções eram maiores, a automação do trabalho não era tão grande, a tecnologia ainda não era suficientemente desenvolvida para “abrir mão” da mão-de-obra.
Hoje, os tempos são outros. De boa formação, você passou a ser mais um graduado no meio. A competição é feroz, as vagas estão escassas e a demanda de profissionais é tão grande que bons salários e trabalhos gratificantes começam a se tornar “artigos de luxo”. Se correr o bicho pega, mas se ficar, o bicho come!
Não estou nem entrando no mérito dos melhores, dos maiores, dos mais inteligentes ou capazes, por que esses, por mais que os níveis de QI – índices de “quem indica” – da concorrência sejam eficazes, sempre terão um lugarzinho ao sol do mercado. Me refiro à grande maioria do trabalhadores, bons trabalhadores, capazes de exercer suas funções com competência e qualidade, que bucam de porta em porta um espaço nesse mercado, mas que não vêm encontrando oportunidades suficiente. Na média, ainda que os níveis de educação e qualidade de ensino no país estejam muito aquém do ideal, todo ano formamos bons e muitos profissionais que não têm chance de mostrar seu potencial e que acabam vagando por diferentes postos de trabalho, longe de suas formações, contribuindo com muito pouco, ou quase nada, com o desenvolvimento de suas respectivas profissões.

Por fim, ao analisarmos certas carreiras, nos deparamos com um fator ainda mais complicador: não basta ser bom, ter uma boa formação, conseguir uma indicação ou garimpar uma chance; se você realmente não acreditar em tudo isso, e de que ainda é possível ser feliz, trabalhando na profissão que você escolheu e sendo recompensado financeiramente por isso, ainda podem te acusar de ser pouco “pró-ativo”!!! E aí amigo, suas chances cairão consideravelmente. Vai entender, né!?
Powered By Blogger