A angústia de um profissional

Como seria tão mais fácil se pudéssemos escrever o nosso próprio futuro, não é mesmo!? Como seria tão mais fácil se pudéssemos prever todas as angústias e percalços que a vida profissional nos apresenta, não é mesmo!? Como seria tão mais fácil se todo emprego fosse vitalício e garantia de um futuro promissor e bem-sucedido, não é mesmo!?

Ah, que saudade dos tempos de colégio... Tudo era mais fácil, mais calmo, mais transparente. A maior cobrança sempre foi uma nota maior, uma aprovação. Não existia carreira, pressões por resultado, contas, cobranças em excesso... Enfim, tudo era muito mais tranquilo, de forma amadora mesmo, mas sempre passível de mudança.

Vem a faculdade, a formatura e pronto! Pronto? Mas quem disso que eu estou pronto!? Pronto para quê? Por quê? Pra onde? Como? Bom, são tantas e tantas perguntas, que nem vemos o tempo passar. Mas ele passa, e passa numa velocidade que às vezes nem mesmo conseguimos perceber. E quando nos damos conta, já estamos "na pista" novamente, começando sempre do zero, com muito mais dúvidas e perguntas do que antes.

Ah, como seria tão mais fácil se pudéssemos votar numa lei onde todos os empregadores tivessem estabilidade nos seus cargos, com carteira assinada, 13º e férias!

Mas a angústia de um profissional não o permite sonhar com esses e outros problemas, o profissional não tem tempo nem para pensar no ontem, quanto mais no amanhã!

Bom, que essa angústia sirva para alguma coisa. Que sirva para nos tornarmos cada vez mais fortes emocionalmente, que sirva para aprendermos sempre e mais com nossos erros, que sirva para percebermos que essa angústia sentida não será a primeira e nem a última a ser sentida e que sirva ainda, para entendermos de uma vez por todas, que tão ou mais difícil quanto administrarmos toda essa angústia, é saber utilizar isso como forma de incentivo profissional. E tome auto-ajuda!

O Dia Mundial da Propaganda não existe



VOX NEWS - 4/12/2007

O Dia Mundial da Propaganda não existe. A data é comemorada hoje apenas no Brasil, com muito ênfase, e na Argentina com menos entusiasmo, enquanto o resto do planeta a ignora. Tudo começou no I Congresso Sul-americano de Propaganda realizado em Buenos Aires, em 1936; no calor dos acontecimentos se propôs a data de encerramento do conclave, quatro de dezembro, como referência para um Dia Pan-americano da Propaganda que doravante seria comemorado. O Pan-americanismo como ideologia estava em alta, era o contraponto das Américas à influência Alemã em rádios e jornais e na economia do continente. Logo teríamos uma guerra (1939-45) e no auge dela a idéia do Pan-americanismo reforçada na propaganda e na mídia. Nos anos 70 apenas o Brasil e a Argentina continuavam a celebrar a data, foi então que alguém (até hoje não consegui descobrir nem como, nem quando) transformou o Dia Pan-americano em Dia Mundial, a mídia especializada passou a usar uma e outra referência e já na década seguinte apenas o Dia Mundial prevaleceu.
O fato é que comemoramos há 70 anos a data, com premiações, almoços, coquéteis, eventos em todo o Brasil e também a publicação de anúncios voltados para o “trade”. O anúncio postado acima foi veiculado pela GFM-Propeg, então presidida por Rodrigo De Sá Menezes, Bahia, em 1982. Criação de Haroldo Cardoso, Marco Gavazza e João Carlos Mosteiro. Anúncio de oportunidade que resgata um corajoso depoimento do poeta Carlos Drummond de Andrade, crônica publicada em jornal, sobre a propaganda. O texto faz bem a auto-estima da classe, testemunhal espontâneo de um dos ícones da moderna literatura brasileira.
Post de Nelson Varón Cadena, autor do livro "Brasil. 100 anos de Propaganda". Atualmente escreve "Do mascate ao PDV-Uma História do Marketing Promocional no Brasil". É criador do blog Almanaque da Comunicação.

Papai Joel

E não é que o Natalino aprontou das suas novamente e nos brindou com mais um excelente presente de Natal? Pois é, mais uma vez, após a pífia campanha de 2005, quando chegamos (e muito) a temer pelo pior e o Joel nos salvou da Segundona, ele assumiu o time, na penúltima posição, com 12 pontos de diferença para o primeiro time fora da zona de descenso e, com 1 rodada de antecipação, classificou o Mengão para a Libertadores 2008!

Haja estrela, hein Natalino!? Boas festas e muito obrigado, a Nação agradece! E que venha o Bi Estadual...

Canal de TV exibe os 50 filmes para assistir antes de morrer

Do G1 - Portal de Notícias da Globo.com
28/11/2007
Todo amante da sétima arte gosta de fazer listas de seus filmes favoritos, que podem ser clássicos ou simplesmente longas que ficaram na memória por algum motivo. Mas, afinal, quais são aqueles filmes obrigatórios, que não devemos passar a vida sem assistir?
O canal de televisão TCM Classic Hollywood, da TVA e Sky, embarca nessa idéia e promove durante o mês de dezembro o ciclo 50 Filmes para Assistir Antes de Morrer, que começa no sábado (dia 1º) e vai até o dia 26.

A lista do canal (segue abaixo, não necessariamente nessa ordem) tem como base uma votação do American Film Institute, que reúne diretores, atores e críticos especializados de Hollywood. A seleção não se restringe a clássicos antigos como “Casablanca” e “Cantando na chuva”, mas também inclui clássicos pop como “E.T.”, “Laranja mecânica”, “Rocky, um lutador” e “Tubarão”.

1. "A nave da revolta"
2. "Sindicato dos ladrões"
3. "O mágico de Oz"
4. "Este mundo é um hospício"
5. "Cantando na chuva"
6. "A primeira noite de um homem"
7. "Ben-Hur"
8. "O dia em que a Terra parou"
9. "Sementes de violência"
10. "Amor, sublime amor"
11. "Psicose"
12. "Sem destino"
13. "Super-Homem"
14. "Platoon"
15. "E o vento levou"
16. "Levada da breca"
17. "E.T. – o extraterrestre"
18. "Rocky, um lutador"
19. "A um passo da eternidade"
20. "O milagre de Anne Sullivan"
21. "Anatomia de um crime"
22. "Laranja mecânica"
23. "Adivinhe quem vem para jantar?"
24. "Quem tem medo de Virgínia Wolf?"
25. "Cidadão Kane"
26. "Vidas amargas"
27. "Um corpo que cai"
28. "Manhattan"
29. "Lawrence da Arábia"
30. "King Kong"
31. "A ponte do rio Kwai"
32. "Taxi driver"
33. "A mulher faz o homem"
34. "Intriga internacional"
35. "Vinhas da ira"
36. "Kramer vs. Kramer"
37. "Rastros de ódio"
38. "O expresso da meia-noite"
39. "O falcão maltês"
40. "Bonnie & Clide – uma rajada de balas"
41. "Operação dragão"
42. "Onde começa o inferno"
43. "Os profissionais"
44. "À beira do abismo"
45. "Tubarão"
46. "2001: uma odisséia no espaço"
47. "Núpcias de um escândalo"
48. "Sinfonia em Paris"
49. "Casablanca"
50. "Gata em teto de zinco quente"

A farsa de 1987

"Eu nem deveria perder meu tempo escrevendo essas linhas. Mas infelizmente, vivo num país que prefere sempre escolher o absurdo, ao invés de ver o óbvio. Não me importo com a opinião das pessoas, nem todas têm acesso aos fatos, mas mesmo os que possuem, se negam a aceitar o que é certo, em detrimento de rixas idiotas. Preferem posar de ignorantes. Mas isso no Brasil, apenas. Em qualquer lugar do mundo, não se discutiria a validade do gol 1000, se Zico foi craque mesmo sem ter vencido Copa do Mundo, quem foi melhor, Pelé ou Maradona e quem é o campeão nacional, o da primeira divisão, ou um apanhado político. Só no Brasil. Mas antes de explicar 1987, voltemos a 1986.

A falida e ridicularizada CBF acabara de organizar um campeonato brasileiro com nada menos do que 80 clubes. Oitenta. Talvez a FA CUP tenha algo próximo a isso. Dentre os times participantes, “esquadrões poderosos” como Sampaio Corrêa, Rio Branco, Alecrim e CSA. O campeonato, de tão absurdo, terminou em 1987. Ao final, com méritos, claro, o São Paulo se sagrou campeão ao vencer o Guarani e estavam classificados para o Brasileirão 87, nada menos do que 30 times. Pelo regulamento, o Botafogo, 32º colocado, estaria fora. O campeonato foi um fracasso de público. A prática da política de Arena não funcionava mais. O povo queria um campeonato digno e mais simples. Não havia mais investidores para bancar esse circo com quase 100 times. Quem se lembra da época, houve o risco real de não termos campeonato brasileiro em 1987. Diante de tal ameaça, os treze maiores clubes do Brasil, liderados pelo presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar, correram atrás de patrocínio e organizaram o seu próprio campeonato. A Varig bancaria as viagens, a Globo garantiria as transmissões e uma rede de hotéis – confesso me escapar o nome – daria as hospedagens. Tudo isso porque havia confiança no produto.

É claro que vão dizer: "Globo, Varig, isso é seriedade!?" Na falta de argumentos, tentam tudo. O consenso determinou que 16 clubes fosse o número ideal para compor o campeonato e assim convidaram três para completar a lista. A CBF, cujas más administrações a tornava a única responsável pela caótica situação, não se opôs a que o campeonato dos 16 clubes substituísse a antiga fórmula do Campeonato Brasileiro. Leiam bem: NÃO SE OPÔS. Era a maior revolução do futebol brasileiro em todos os tempos. Um campeonato rápido, certo e com os grandes times do Brasil. Uma liga nos moldes que hoje são os campeonatos inglês, alemão e italiano. Os clubes controlam o futebol. Mas aqui é Brasil.

Vendo o enorme sucesso de público e crítica que a Copa União estava obtendo, com jogos lotados, horários decentes e futebol de primeira linha, a CBF sentiu que era chegada a hora de atrapalhar. Comandada por Otávio Pinto Guimarães e Nabi Abi Chedid (de longe os piores dirigentes que essa empresa já possuiu e que nada ganharam com o futebol, ou melhor, tudo destruíram), foi inventado um cruzamento patético entre o campeão da segunda divisão e o da primeira. Um detalhe: não havia ainda nem uma segunda divisão jogando! Ela seria criada e empurrada “goela abaixo” por clubes que ficaram de fora do campeonato. É claro que a CBF tinha seus interesses políticos, tais quais hoje os têm Eurico Miranda quando quer um estadual do Rio com 75 times, um autêntico Fut-Bairros. A CBF criou os módulos. A CBF criou os cruzamentos. A CBF, que quase quebrou o futebol brasileiro e abriu mão da organização do campeonato não participando em NADA na criação das regras e regulamento, queria agora entrar de qualquer jeito na festa.

Com o campeonato já em andamento e muito antes de qualquer final ter sequer sido desenhada, o Clube dos 13, de forma unânime, rejeitou a proposta e seguiu seu caminho. Isso, ainda na primeira fase da Copa União. Para os clubes grandes do país, o campeão nacional seria o vencedor da Copa União, a copa que reunia os melhores clubes do país.

Em qualquer país sério, isso bastaria para que fosse considerado o campeão nacional. Mas não no Brasil. Ou, pelo menos, não naquele Brasil de Sarney, de Otávio e de Nabi. Com a Copa União se afunilando, a pressão da CBF aumentou, mas o Clube dos 13, novamente de forma UNÂNIME, disse não. Não aceitaria participar desse disparate. E deu-se no dia 13 de dezembro de 1987, debaixo de um dilúvio bíblico no Rio de Janeiro, a decisão entre Flamengo e Internacional, perante 95 mil pessoas no Maracanã e outras milhões espalhadas Brasil afora. A final que a TV transmitiu. Que o mundo noticiou. Que o Fantástico ilustrou para abrir sua edição daquele dia, com o hino do campeão. A final que honraria a luta dos clubes pelo futebol sério, ao menos naquele ano. A final de um campeonato que poderia ter mudado o futebol brasileiro, com o apoio moral de todas as maiores torcidas do país.

Enquanto isso... O Guarani venceu o Sport por 2x0. Alguém aqui se lembra disso? O Sport devolveu o placar, longe da atenção do Brasil, que nesse dia ligava a TV para ver a final no Maracanã. Ninguém sequer viu essa partida. E o esdrúxulo regulamento ainda ignorava o saldo de gols que o time de Pernambuco teria por vencer o segundo jogo por 3x0. Foram os dois para os pênaltis. Saiu o campeão? Não. Um empate. De tão medíocre o torneio, saiu um empate: 11 a 11 e assim ficou. A CBF não conseguiu tirar um campeão de uma disputa de pênalti! A CBF insistia no confronto, mas nenhum clube do Brasil a levava a sério. O país já pensava no Natal e a empresa do Nabi, então, recolocou os times que não souberam definir os pênaltis para jogar de novo.

Dessa vez deu Sport, não mais treinado por Émerson Leão – este que ainda hoje tenta levar os louros por algo que não ganhou. E Flamengo e Internacional já estavam, a essa altura, pensando no futuro. Seus times nem eram mais os mesmo. Qualquer uma das duas equipes que quisesse enfrentar Sport ou Guarani, trucidaria os rivais. Pra quê? Pra se enfrentar de novo em uma final já realizada? Para ganhar uma vaga na Libertadores e depois de cantar a moralidade, retroceder em prol de Nabi Abi Chedid? Do time do Flamengo, nada menos do que 10 jogadores passaram pela Seleção, muitos com glórias cantadas até hoje. O goleiro do Internacional foi o nosso herói do tetracampeonato. Sabem quantos jogadores o Sport colocou na Seleção? Nenhum. Zero. Nada. Mas o Flamengo fez o certo e entendeu por bem se contentar com o reconhecimento do povo, ignorando solenemente a opinião de Otávio e Nabi sobre o assunto.

O Flamengo sabe que ser campeão não é ter o nome num livro vagabundo e empoeirado no porão da CBF, ou uma vaga num campeonato que, à época, não despertava 50% do tesão dos dias de hoje. Ser campeão não é ceder à pressão de homens que não honram as calças que vestem. Ser campeão é ter alma de campeão, é sentir-se campeão. É saber que venceu os melhores quando foi necessário. É comemorar, num estádio lotado, contra uma equipe igualmente grande em tradição e história, sabendo que o país parou para vê-los jogar, como sempre foi nas finais dos brasileiros ao longo dos anos. Até mesmo quando Atlético/PR e São Caetano se enfrentaram. Até mesmo quando Bangu e Coritiba decidiram em 1985 num Maracanã lotado. Em 87, o país parou e a torcida do Flamengo deixou o Maracanã com a íntima convicção de que era a campeã brasileira. Quem prefere acreditar no engodo da CBF, deve ter chorado na abertura das CPIs.

Deve ter votado em Eurico, Perrela e acha Ives Mendes o homem mais sério do mundo. Deve bater palmas para o acordo Nike/CBF. Eu não me importo. Eu apresento argumentos e está tudo documentado. Os outros preferem acreditar no que diz a Casa Bandida do Futebol (designação tão perfeita, que seu criador ganhou na Justiça o direito de usá-la ad eternum) e em dados perdidos num livro empoeirado escondido em seus porões. As duas taças estão na Gávea: uma entregue no dia da final e a outra, repassada ao Zico, na ocasião de sua despedida."

Autor desconhecido
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