Cinco razões que fazem da Social Media um sucesso

Normalmente, todos os dias as pessoas se dão a chance de sair da sua zona de conforto e explorar novas áreas de interesse, conhecer novas pessoas e assumir riscos:


  1. Os usuários têm o controle sobre o que eles fazem on-line. O seu destino está em suas mãos; podem ser quem quiser, quando quiserem;
  2. Não é um capricho e sim uma tendência que funciona. É um conceito que atrai os usuários e continuará atraindo até que a mídia social 2.0 vá embora;
  3. As possibilidades não têm fim. Quem dúvida que o MySpace é um sucesso? E o YouTube? Essas plataformas são apenas o começo, logo os usuários terão ferramentas para fazer o que quiserem;
  4. A Mídia Social é fácil. As ferramentas de mídia social são de fácil configuração e se forem bem feitas são fáceis de ganhar dinheiro.

A Mídia Social está crescendo e sendo utilizada, cada vez mais, por empresas que querem atrair novos clientes. Mas, creio eu, o mais importante é o marco que ela criou na mudança de como a internet é utilizada, envolvendo a rede, as empresas e os usuários.


Internet, negócios e usuários são as chaves para a Mídia Social

A Mídia Social é a plataforma onde esses três aspectos podem estar juntos e interagir. Agora que começaram a interagir, precisamos de caminhos para aprimorar a comunicação entre eles. O relacionamento e as fundações foram construídos, mas é agora que a criatividade e a tecnologia precisam fazer a diferença. As possibilidades são muitas, mas executar as idéias é o que se torna a chave do sucesso.


Qual o futuro da Mídia Social?

Acredito que o vídeo será o próximo boom, não os vídeos que vemos no YouTube, mas o streaming ao vivo. As pessoas desejam transformações instantâneas, desejam ver as coisas ao vivo, exatamente quando acontecem. Já estamos caminhando nessa longa estrada, mas ainda faltam algumas premissas para isso se tornar realidade.


Por Diego Cox

MINHA PRÓXIMA VIDA

Na minha próxima vida quero vivê-la de trás pra frente.
Começar morto para despachar logo esse assunto. Depois acordar num lar de idosos e ir-me sentindo melhor a cada dia que passa. Ser expulso porque estou demasiado saudável, ir receber a aposentadoria e começar a trabalhar, recebendo logo um relógio de ouro no primeiro dia.

Trabalhar por 40 anos, cada vez mais desenvolto e saudável até ser jovem o suficiente para entrar na faculdade, embebedar-me diariamente e ser bastante promíscuo. Depois estar pronto para o secundário e para o primário, antes de virar criança e só brincar, sem responsabilidades...

Aí viro um bebê inocente até nascer.
Por fim, passo 9 meses flutuando num spa de luxo com aquecimento central, serviço de quarto à disposição e espaço maior dia-a-dia.
E depois, Voilà! Desapareço num orgasmo!

nota do autor: como a autoria em textos que circulam na Internet é sempre duvidosa, ainda não consegui descobrir ao certo o autor deste texto: uns creditam à Chaplin; outros creditam à Woody Allen. quem souber ao certo, favor deixar um comentário aqui!

BRUCE KOVER, PROFESSOR EMÉRITO DA UFRJ

UFRJ online - Instituto de Química

Um dos responsáveis pela implantação, em 1964, do primeiro curso em Química Orgânica com disciplinas formais na Pós-Graduação do Instituto de Química da UFRJ – modelo inspirado na experiência norte-americana que diferia àquele de orientação européia, implantado até então no Brasil - o Prof. Warner Bruce Kover receberá nesta sexta-feira, dia 14 de dezembro, às 18 horas, em sessão solene do Conselho Universitário da UFRJ, no salão Pedro Calmon, do Fórum de Ciência e Cultura, o título de Professor Emérito desta Universidade. Ele dirigiu o IQ no período de 1980 a 1985.

Quarenta e quatro anos após ter chegado ao Brasil, vindo diretamente do California Institute of Technology, onde acabara de cumprir seu doutorado, este norte-americano naturalizado brasileiro, admite ter “invadido” a área acadêmica ao decidir permanecer em nosso país – seu projeto inicial era ficar apenas 18 meses, após os quais retornaria aos Estados Unidos para se dedicar à pesquisa de novos produtos industriais, onde já recebera alguns convites de trabalho – mas conseguiu trabalhar junto e ser reconhecido pelos colegas brasileiros: “a homenagem desta sexta-feira é uma prova disto”, revelou ele.

Na UFRJ, onde também é titular, o Prof. Kover dá aulas até hoje em uma disciplina na Pós-Graduação (primeiro semestre), “Mecanismos de reação em Química Orgânica” e em outra na Graduação (segundo semestre). Contudo, orgulha-se de nunca ter repetido uma mesma aula, mesmo quando teve disciplina igual em dois horários seguidos. “Existe sempre a tentativa para se entrar com outro exemplo”, justifica o mestre. Ao aluno, cabe-lhe saber aproveitar a oportunidade para aprender e aproveitar este encorajamento que lhe foi dado para avançar no seu conhecimento.

Obtendo melhores resultados no estudo ao longo da carreira, o Prof. Kover publicou 31 trabalhos e participou de 81 bancas de mestrado e 59 de doutorado, havendo orientado 22 dissertações de mestrado – todas originais, oriundas de trabalhos de laboratório – e 13 teses de doutorado.

Para ele, tudo isto é conseqüência de um grande esforço para se estudar o tempo todo. “O aluno que se comporta assim produzirá melhores resultados, e avançará o equivalente ao trabalho de dez anos em relação àquele que estuda somente de quatro a seis horas por semana. Ele vai aprender, sabendo multiplicar o que aprendeu ontem”, afirma o professor.

O Prof. Kover compara a teoria do aprendizado em Química ao jogo de xadrez. Antes de mais nada, este aluno precisará de uma enorme base de informação – uma espécie de memória a longo prazo – e, como bom observador, de conhecer o comportamento das moléculas. Afinal, diz, “a Química Orgânica é uma área experimental, motivada pelos objetivos finais: as moléculas preparadas.” E sugere: “observar sempre a estrutura final, começando a reconstruir de volta as matérias-primas. E ser também muito intuitivo e não necessariamente cartesiano. O aluno deve saber explicar os resultados, e prever novos resultados a serem procurados”, enfatiza o professor.

As dificuldades de aprendizagem, porém, não se limitam ao aluno. Também os livros que o ajudarão neste aprendizado têm problemas semelhantes. Segundo o Prof. Kover, esta é uma das razões para que certas reações em Química Orgânica aprendidas por ele há cerca de 50 anos não constarem mais nos livros-textos de graduação atuais, uma vez que seus autores não sabem como explicá-las.

Publicado em 12-11-08.
Ps.: O Prof. Emérito da UFRJ, W. Bruce Kover, além de brilhante, é também meu tio!

Direito de Resposta do Trema

Prezados, não venho aqui encher lingüiça nem esbanjar uma eloqüência inconseqüente. Estou tranqüilo quanto ao papel que venho desempenhando na sociedade, da qual tenho sido vítima com freqüência de ataques. Não sou menino. Vivi e vi muito. Desde 43 que perambulo por estradas e ditongos da vida. Que o diga o U, este grande amigo a quem não me canso de garantir que tenha voz neste mundo de crescente exclusão. Também o diga o Müller, outro grande defensor de minha carreira, bem como todo o nobre povo alemão, este sim um apreciador do chucrute, da música clássica e do legítimo trema germânico.

Ao ver decretada assim minha expatriação, penso nesse povo sem memória e sem afeto. Desterraram seu último e apaixonado imperador e agora me trocam por kas, dáblius e ipsilones, representantes do imperialismo saxão. Sempre suspeitei que minha morte ou exílio estava sendo há décadas tramada por alguém. Não sabia se pelos comunistas, pelos socialistas, pelos capitalistas ou pelos fãs de Marilyn Manson. Agora eu sei. Foram os dáblius, esses vês pervertidos que sempre andam de mãos dadas, em plena luz do dia. Caracteres pederastas, esses dáblius.

Espanta-me a hipocrisia destes mesmos abraçadores de árvores, defensores da ecologia e do seqüestro de carbono, tirarem dessa forma o acento e o acalanto dos pingüins. Agora eles têm de agüentar. Por um, por dez ou por cinqüenta anos. Até o fim de tudo. Verão, na pele, a falta que um trema faz, delinqüentes ortográficos, seres de índole eqüina. Vou-me. Partirei de volta ao velho mundo, onde ainda há espaço para tremas, lamparinas e fados tristes. “Saio desta vida para a ubiqüidade.”

Saiba por que a eleição de Barack Obama como presidente dos EUA é histórica


Segregação racial já foi regulada por lei nos EUA
Senador negro foi eleito em 1875, mas direitos iguais vieram muito depois
05/11/08 - 04h07 - Atualizado em 05/11/08 - 08h59
Paula Adamo Idoeta Do G1, em São Paulo

Barack Obama foi eleito nesta terça-feira (04/11/2008) o primeiro presidente negro dos Estados Unidos. A eleição do primeiro negro presidente dos EUA está sendo considerada histórica, por conta do passado de racismo do país.

Muito antes de Obama ter sido eleito senador dos EUA, em 2004, e presidente, em 2008, o afro-americano Blanche Kelso Bruce conquistou uma vaga no Senado da nação, em 1875, representando o estado do Mississippi. No entanto, naquela época, a eleição de Obama ao comando do país era provavelmente algo inimaginável. “Suponho que a maioria não pensaria ser possível ter um negro na presidência, considerando que os afro-americanos eram linchados e não tinham acesso à terra ou à educação”, disse Diane Batts Morrow, professora de Estudos Afro-Americanos da Universidade da Geórgia. Isso porque, até menos de 50 anos atrás, os afro-americanos eram segregados por lei nos Estados Unidos. A segregação racial nos EUA começou a ser legalizada por iniciativa de alguns estados, pouco após a abolição da escravidão, que ocorreu em 1865, com o fim da Guerra Civil Americana.

Com as 13ª e 14ª emendas à Constituição, os negros tiveram a escravidão abolida e ganharam, na teoria, a representatividade igual à de um cidadão branco. No entanto, “a partir dos anos 1880 e 1890, começaram a surgir leis que separavam brancos e negros em tudo”, explicou Morrow. No Sul do EUA, onde a escravidão era defendida, essa separação foi mais forte e os direitos civis dos negros, cada vez mais suprimidos. Cada raça passou a ter bairros, escolas, cinemas e transporte próprios. “E, mesmo antes das leis, essa separação já estava incorporada, por hábito, em muitos lugares”, completou a especialista. Na mesma época da Abolição, nasceu a Ku Klux Klan, organização que defendia a restauração da supremacia branca no país. Em contrapartida, começavam a surgir também os movimentos de direitos civis, que durante o século XX tiveram um papel importante no combate à discriminação racial.

O ônibus de Montgomery

Mas iniciativas individuais de alguns cidadãos também foram decisivas para a igualdade racial. É o caso de Rosa Parks, uma costureira de Montgomery, Alabama, que ganhou projeção em 1955. Naquele ano, ainda valia a separação de brancos e negros nos assentos dos ônibus do Alabama. Aos brancos estavam reservados os assentos da frente e, aos negros, os de trás. Se os assentos estivessem preenchidos e um branco entrasse no ônibus, o negro da fileira mais dianteira deveria levantar e ceder-lhe o lugar. É o que deveria ter feito Rosa Parks, que voltava do trabalho num ônibus lotado. Mas ela se recusou a ceder o seu lugar a um branco. “Vou ter que mandar prendê-la”, respondeu o motorista do ônibus. “Então faça isso”, disse a costureira. Na noite em que Parks foi presa, os movimentos de direito civil começaram a articular um boicote ao sistema de ônibus de Montgomery. O episódio teve tanta repercussão que, no ano seguinte, a corte do Alabama declarou inconstitucional a segregação racial nos meios de transporte.

Martin Luther King

O boicote de Montgomery foi organizado na igreja de um pastor batista chamado Martin Luther King, que chegou a ser preso durante o episódio. Ele admirava a idéia da resistência pacifista de Gandhi e os pensamentos de Henry David Thoreau, que defendia o direito a desobedecer leis injustas e más. Luther King aplicou o método da desobediência civil para pedir leis igualitárias nos EUA, e por isso ganhou o Nobel da Paz em 1964. Até 1968, quando foi assassinado, ele discursou mais de 250 vezes pela igualdade, incluindo aí seu famoso discurso, feito em Washington, em 1963: “Tenho um sonho que meus quatro filhos viverão, um dia, em um país onde não sejam julgados pela cor de sua pele, e sim por seu caráter”. Outros nomes, como Malcolm X e os Panteras Negras, ganharam destaque nos anos 60 pela defesa dos direitos negros, ainda que nem sempre pelos métodos da não-violência pregados por King.

Legislação

Só em 1964, quase 90 anos depois da eleição do negro Blanche Kelso Bruce, o presidente Lyndon B. Johnson aprovou a lei de direitos civis que vale até hoje nos EUA. A lei proibia a discriminação em lugares públicos e autorizava o governo dos EUA a processar qualquer estado que promovesse a segregação racial. No ano seguinte, o National Voting Rights Act passou a proibir os estados de impor qualquer restrição racial aos eleitores. Desde então, aos poucos, os negros foram ascendendo na política e na sociedade norte-americana. É o caso de Kwame Kilpatrick, prefeito de Detroit, obrigado a renunciar este ano por conta de um escândalo sexual. Na ocasião da morte de Rosa Parks, o ícone de Montgomery, ele disse: “ao sentar-se [no ônibus], ela promoveu um levante. Só estou onde estou por causa dela”. Talvez Barack Obama também.
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