despedida do verão

"Satânico é meu pensamento a teu respeito, e ardente é o meu desejo de apertar-te
em minha mão, numa sede de vingança incontestável pelo que me fizeste ontem.

A noite era quente e calma e eu estava em minha cama, quando, sorrateiramente,
te aproximaste. Encostaste o teu corpo sem roupa no meu corpo nu, sem o mínimo pudor!

Percebendo minha aparente indiferença, aconchegaste-te a mim e mordeste-me sem escrúpulos.
Até nos mais íntimos lugares. Eu adormeci. Hoje quando acordei, procurei-te numa ânsia
ardente, mas em vão. Deixaste em meu corpo e no lençol provas irrefutáveis do que entre
nós ocorreu durante a noite.

Esta noite recolho-me mais cedo, para na mesma cama te esperar. Quando chegares,
quero te agarrar com avidez e força. Quero te apertar com todas as forças de minhas mãos.
Só descansarei quando vir sair o sangue quente do seu corpo. Só assim, livrar-me-ei de ti, pernilongo Filho da Puta!"

Carlos Drummond de Andrade

Gelando a CERVA em 90 segundos!

GELANDO A CERVEJA EM 3 MINUTOS - ISSO É QUE É UTILIDADE PÚBLICA!!!
PARA GELAR RÁPIDO A CERVEJA >> Anotem para alguma emergência!
O carvão já está na churrasqueira e a galera chega com latas e mais latas de cerveja... Vergonhosamente quente! Como gelá-las? Foram buscar a ajuda do professor Cláudio Furukawa, do Instituto de Física da USP, para responder a essa questão crucial.
Gelo no isopor. Para cada saco de gelo, coloque dois litros de água, meio quilo de sal e meia garrafa de álcool. A água aumenta a superfície de contato, o sal reduz a temperatura de fusão do gelo (ele demora mais para derreter) e, por uma reação química, o álcool rouba calor.
Os físicos chamam este líquido de "mistura frigorífica". GELO, ÁLCOOL, SAL E ÁGUA! A mistura frigorífica é barata e a cerveja fica "em ponto de bala" em apenas 3 minutos! Não é nenhum sacrifício esperar, né?
Lembre-se de lavar a latinha ao tirá-la da mistura, para eliminar o gosto meio salgado que ficará na tampa da lata. Para os moderados, vale lembrar que a técnica também funciona para garrafas pets de refrigerante e latinhas em geral. Mas isso não interessa muito, neste exato momento em que você acabou de ler este post e está louco para testar a mistura no churrasquinho de amanhã e entornar todas geladinhas, não é mesmo!? Enjoy!

Ela

Ó primavera tão bela
se esmera em encantar
em prosa e verso
as esquinas daquela viela

Espera. O vento bate
por detrás daquela janela
e encerra seu curso
onde antes manhã era

Impera. O tempo fecha
e arrasta a saia dela
leva junto meu assunto
um doce olhar, quem me dera...

Por João Paulo Anzanello.

O fenômeno do twitter e a snack culture

12/01/2009 – Marcelo Tripoli*

Tenho recebido muitas indagações sobre a real utilidade do Twitter, que pode ser definido, à primeira vista, como uma rede social na qual pessoas e amigos descrevem ações e acompanham detalhes do cotidiano de desconhecidos.

O grande trunfo do Twitter é, aparentemente, esse: como em um verdadeiro Big Brother, os usuários matam sua curiosidade ao acompanhar a vida alheia. A tamanha popularidade deste tipo de ferramenta chamou, é claro, a atenção das empresas, especialmente das áreas de marketing, nas quais os profissionais têm muitas dúvidas sobre a amplitude do Twitter e como ele pode ser utilizado para conectar marcas e consumidores, agregando vantagens competitivas.

Confesso que, em um primeiro contato, considerei o Twitter bastante inútil. Afinal, o que uma ferramenta em que você fica o tempo todo respondendo a uma única pergunta - o que está fazendo? – pode agregar às marcas? Enfim, qual a lógica de ler o que os outros estão fazendo e ficar o tempo todo postando o que você está fazendo?

Se o Twitter tivesse apenas esta simplicidade, seria uma cópia de outras redes sociais e ficaria, com certeza, restrito a adolescentes e determinados nichos. Porém, seu potencial é muito maior. Esta ferramenta, fundada em 2006, por uma empresa de São Francisco, nos Estados Unidos, quebrou paradigmas e tem como principal característica limitar as mensagens em até 140 caracteres. Esta restrição, em pouco tempo, concretizou definitivamente o sucesso do Twitter.

Ao limitar o tamanho dos posts, que inclusive podem ser enviados pelo celular, a ferramenta sai na frente dos blogs – mais rápida e prática para postar mensagens – e se adéqua definitivamente a um fenômeno, descrito na capa da Wired de alguns meses atrás, como Snack Culture - o consumo de conteúdo cada vez mais rápido e superficial e baseado em um mundo cada vez mais digital.

Isso faz total sentido: o tempo de atenção que dispensamos para um assunto é cada vez menor e a tecnologia tem que se adequar. Os vídeos no Youtube, por exemplo, são limitados a dez minutos.

Ok! Mas, voltamos ao Twitter, uma alternativa interessante de mídia digital para os próximos anos. Como as empresas podem aproveitá-lo? Existem diversas formas, entre as quais vale destacar:

· pesquisar o que estão falando da sua marca ou do seu produto. Para isso, basta entrar no search.twitter.com;

· abrir um canal de comunicação e suporte aos seus consumidores, como fez a Comcast, maior operadora de TV a cabo dos EUA;

· divulgar conteúdos e informações em primeira mão para os consumidores que optarem por te seguir, como fez o canal Telecine;

· transmitir ofertas de produtos e promoções, como Amazon;

· prestar serviço, informando, por exemplo, cancelamento de vôos, como fez a Delta.

Estes são apenas alguns exemplos básicos de como o Twitter pode rapidamente ajudar a sua empresa a ganhar ainda mais popularidade e conquistar consumidores. Muitas já aderiram a esta tecnologia e estão, inclusive, substituindo blogs corporativos pelo Twitter. É a snack culture em ação com força total. E se você quer saber mais, não esqueça de me seguir no www.twitter.com/marcelotripoli.

*Presidente da agência de marketing digital iThink e autor do blog ifound.com.br

Web 2.0? Melhor dizer mídia social ou colaborativa

O termo Web 2.0 não soa bem quando usado para benefício privado, ao invés de defender os valores por trás do conceito. Sempre existiu a característica que diferencia a internet das mídias tradicionais.

Por Juliano Spyer

Logo que comecei a ouvir falar em Web 2.0, imaginei uma espécie de condomínio virtual privado – um espaço desenvolvido por mega-corporações, acessível por um canal diferenciado do da internet comum, funcionando como uma plataforma de publicação mais controlada e protegida e oferecendo soluções de e-commerce e vantagens para usuários com acesso rápido. Nada disso.


Na verdade Web 2.0 se refere a uma relação de características que supostamente diferenciam novos sites daqueles que naufragaram com o estouro da bolha da internet na virada do século. Defensores do termo dizem que ele identifica sites de networking social, ferramentas de comunicação, wikis e etiquetagem eletrônica (tags), baseados na colaboração e que entendem que a natureza da rede é orgânica, social e emergente.


Por esse motivo alguns críticos consideram que o nome Web 2.0 vem sendo aplicado indiscriminadamente como sinônimo de originalidade tecnológica para entusiasmar possíveis clientes e investidores. A associação vaga entre “2.0” e a idéia de inovação abre precedente para que, por exemplo, um projeto comum que inclua um blog seja promovido como Web 2.0 pela equipe de vendas encarregada de oferecer a solução. Ao invés de defender os valores por trás do conceito, o nome passa a ser usado para benefício privado.


Para Clay Shirky, um estudioso dos efeitos sociais e econômicos dessas novas tecnologias, “antes da internet, as diferenças na comunicação entre comunidade e audiência eram fundamentalmente determinadas pela mídia – telefones serviam para conversas de um-para-um, mas não serviam para atingir rapidamente um grande número de pessoas, enquanto a TV tinha características inversas. A internet pôs fim à separação, oferecendo um mesmo veículo para ser usado para falar com comunidades ou audiências.”


Essa característica, que permite que aconteça a colaboração online, surgiu junto com a comunicação via computadores em rede nos anos 1970, nos primórdios da internet. Em meados de 1990, na transição da internet de nicho (voltada a entusiastas da computação) para a internet acessível ao usuário comum, os sites incorporaram temporariamente características da mídia de massas convencional, mas o estouro da bolha na virada do milênio corrigiu esse desvio de trajetória.


As vantagens do conteúdo gerado em ambientes colaborativos determinaram a sobrevivência de sites como Amazon.com e Craigslist, e produziram a fundação para o desenvolvimento de projetos como Google, Wikipédia, Orkut, YouTube e Second Life. Considerando a comunicação de duas vias de várias ou muitas pessoas entre si como o elemento diferenciador da internet em relação às tecnologias de mídia precedentes, não houve quebra de paradigma que justifique a denominação Web 2.0. Mídia social e internet colaborativa descrevem mais precisamente a característica que diferencia a internet das mídias tradicionais.

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