É meus caros amigos, não deu... Todos nós sabíamos que a vitória no jogo de ontem era iminente, mas a obrigação do placar elástico, sem poder tomar gols, foi crucial para enervar ainda mais a partida. Nitidamente, perdemos a classificação na primeira partida em Montevidéu, pagamos um preço muito caro pela total falta de empenho e sorte - tivéssemos feito um golzinho sequer lá, e a história teria sido outra hoje. Renato mais uma vez foi um leão! Como ele tá chutando bem, o segundo gol deveria ter valido por dois! Paciência, vida que segue, pois o Brasileirão já está aí e não há tempo nem de chorar o leite derramado. E de mais a mais, estamos soberanos aqui no Rio. É campeão!!!
Tirando o resultado do Grêmio, todos os times que fizeram a segunda partida em casa, não conseguiram reverter a desvantagem sofrida na ida, corroborando o alto preço que o Fla pagou. Tanto Colo Colo, como Toluca e o Vélez - e provavelmente o Paraná hoje - despedem-se da Libertadores com vitórias inúteis e com a frustrante sensação do dever cumprido nos últimos 90 minutos (ou não cumpridos nos 180, cruciais para séries mata-mata).

Haja motivação!!!

Em época de palestras motivacionais, cartazes, presença de familiares, entre outros artifícios psicológicos que os técnicos vêm adotando, na tentativa de buscar uma motivação maior aos seus comandados, ontem, o site oficial do Junior - um dos maiores ídolos da história rubro-negra (e meu também) - trouxe a mensagem passada aos jogadores, nos vestiátios, antes da primeira partida da final entre FLAMENGO x BOTAFOGO. Com uma motivação dessas, vindo de quem veio, minimamente luta e entrega total era esperada! E foi o que aconteceu, ainda que somente nos últimos 45 minutos da partida.
Leia o texto na íntegra:
FLAMENGO MINHA VIDA - "No Flamengo eu cheguei, cresci, lutei, aprendi, me sacrifiquei. Ali me formei como homem e profissional. Tive paciência, fui ajudado e ajudei, dentro e fora de campo. Vi o clube crescer, evoluir, ser exemplo e também vi o descaso, a falta de amor, a recessão e o declinio. Fui jogador, treinador e dirigente. Vibrei, conquistei, sorri e chorei, perdi e ganhei. Fui injustiçado e idolatrado. Já fui Careca, Cabeça, Copacabana, Capacete, Maestro e Vovô Garoto. Fiz amigos e pouquíssimos inimigos. Sorri vendo companheiros chegarem, mas também chorei vendo alguns indo embora. Discuti com jogadores, treinadores, preparadores, massagistas e até com o presidente. Com e sem razão. Fui lateral, volante e meia. Joguei 10 minutos, depois 45, 90 e até 120 minutos num dia só. Fiz gol de direita, de esquerda, de falta e até de cabeça, de pênalti. De dentro e de fora da área. E para não faltar também fiz gol contra. Jamais tinha feito gol em final, mas de repente marquei dois numa única decisão. Cometi pênaltis marcados e também não marcados. Falhei em gols dos adversários, mas salvei meu goleiro em cima da linha. Dei bicicleta a favor e contra meu próprio gol. Dei e levei soco, cotovelada, bico na canela e voadora. Levei pontos na boca, no supercílio, na cabeca. Mas ganhei muitos mais na tabela. Fui responsável por muitas segundas-feiras de alegria e, gracas a Deus, por poucas de tristezas. Dei volta olímpica pelo mundo, no Maracanã, em Porto Alegre, em Montevidéu e, a mais importante, em Tóquio. Foi com Taça Guanabara, Campeonato Carioca, Copa do Brasil, Campeonato Brasileiro, Libertadores e Mundial. E um dia também fui obrigado a jogar contra minha segunda pele. Ganhei grana, perdi grana e abri mão de grana. Fiz bons e maus contratos, processei e fiz acordos. Mas, o melhor é que fiz dos meus filhos flamenguistas de coração. A minha mulher, claro, sempre foi. Isso tudo é só pra dizer que: “Eu teria um desgosto profundo se faltasse o Flamengo no mundo”".

Bendito seja o Dia do Trabalho

Final de semana de decisão, feriado na mão e muitas idéias etílicas na cabeça...
Vamos ao que interessa: Mengão e Fogão fazem o primeiro jogo da decisão do Carioca nesse domingo. Depois de quase três suadas horas na imensa e inconcebível fila da bilheteria 8 do Maraca, já estou contando as horas pro apito inicial! E não vou nem entrar em detalhes dos "porquês" de apenas 3 dos 20 guichês da fatídica bilheteria citada acima estarem funcionando, porque aí seria "chover no molhado"... E vem aí a Copa 2014 no Brasil, salve-se quem puder!!! Você aí, já comprou seu ingressinho do Pan na internet?
Por falar nisso, perguntinha básica: por quê comemoramos o dia do Trabalho, com um feriado??? Mais vale um aumento, né não!? Bom, mas como dia 1º cai na terça e (como bons brasileiros) já estamos contando com o clássico "enforcamento", o "payday"caiu na sexta (hoje, 27/04). Como diria a poetisa: "sobrou pra mim, o bagaço da laranja..." Bom feriado a todos!
NÃO QUE TENHA SIDO UMA GRANDE EXIBIÇÃO NO JOGO DE ONTEM, MAS NÃO PENSO QUE O MENGÃO TENHA JOGADO TÃO MAL ASSIM, PARA JUSTIFICAR AS VAIAS RECEBIDAS DAS ARQUIBANCADAS - SEMPRE ORIENTADAS PELA "TURMINHA" DA RAÇA, QUE PENSA QUE TORCE E AJUDA, MAS NA VERDADE SÓ ATRAPALHA E NÃO SABE LER O JOGO.
NO PRIMEIRO TEMPO, O TIME ATACOU BASTANTE E, NÃO FOSSE PELA MÁ PONTARIA E AZAR DO RONI, PODERÍAMOS TER FEITO UNS DOIS OU TRÊS GOLS A MAIS, ALÉM DO EFICIENTE E PRIMOGÊNITO DO SOUZA NA ETAPA INICIAL.
NO SEGUNDO TEMPO, SEM O NOSSO ARTILHEIRO, O TIME RELAXOU E NÃO BUSCOU MAIS UM RESULTADO MAIOR (DAÍ AS VAIAS!), O QUE PODERIA TER AMPLIADO NOSSO SALDO E FORÇADO O SANTOS A VENCER HOJE - COM O 1X0 DE ONTEM DO FLA, O PEIXE SÓ PRECISA DE UM EMPATE PRA FICAR EM 1º NA CLASSIFICAÇÃO GERAL, POIS TEM SALDO MAIOR.
DE TODO MODO, CLASSIFICAÇÃO INVICTA GARANTIDA! VAMOS PRAS OITAVAS COM A SEGUNDA MELHOR CAMPANHA E DE CABEÇA ERGUIDA PRA ENFRENTAR O PRÓXIMO DESAFIO! VENHA QUEM VIER, ESTAREMOS PRONTOS PRA ENCHER O MARACA E SEGUIR NA LUTA PELO BI!

APAGÃO ALVINEGRO

Em tempos de apagão aéreo e mental nos aeroportos e ministérios da vida, nos deparamos com o agora “apagão alvinegro”. Seja por motivos ou objetivos distintos, o preto e o branco de Rio e SP, convivem com as atuais incertezas e pressões dos resultados.
No Vasco, eliminado de todas as competições disputadas neste primeiro semenstre, seu excêntrico e impávido presidente continua a cometer seus mandos e desmandos, e termina por encerrar o ciclo de Renato Gaúcho no clube. Renato se vai, os títulos também (quando foi o último mesmo?) e o gol mil não sai: será que tudo isso vai influenciar na repetição das eleições vascaínas novamente marcadas para acontecer em breve? Tomara que sim.
No Corinthians, o aguardado desfecho da novela da contratação do sucessor de Leão no comando técnico do clube chegou ao fim: Carpegianni assume, cercado por incertezas e não muitas convicções, fruto de suas passagens não muitos eficientes pelos clubes pelos quais passou – exceção feita ao trabalho no espetacular Flamengo de 81. Se Carpegianni dará conta de controlar a turbulência dos bastidores do Timão e a falta de resultados, isso vamos rapidamente comprovar. O que vai demorar um pouco mais para afirmar no clube vai ser o nebuloso desfecho (se é que esse dia vai chegar) da parceria com o (saco sem-)fundo MSI.
No Botafogo, a euforia causada pelas últimas boas apresentações, principalmente nos clássicos do Estadual do Rio e a boa organização tática apresentada pela equipe, acabou não se transformando em resultado prático na primeira partida das finais da Taça Rio contra o modesto, porém aguerrido, time da Cabofriense. Inúmeras chances de gol criadas, inúmeros suspiros e lamentos da (diga-se de passagem) pequena torcida alvinegar presente no Maraca ontem. Vamos esperar e ver se esse time do Cuca tem mesmo “garrafa pra vender” nessa reta final do Estadual e Copa do Brasil (os próximos 15 serão decisivos), provando que a euforia gerada não é “fogo de palha”.
Por fim, no Santos, com o – na minha opinião – melhor time e o melhor técnico na atualidade, não passou de um decepcionante empate sem gols com o obediente Bragantino, na primeira partida das semifinais do Paulistão. Conviver com o favoritismo e a pressão de vencer, assim como o Botafogo, acabou por atrapalhar os planos do Luxemburgo. Pior para o Peixe, que ao contrário do Fogão, não criou quase nada nos 90 minutos, que justificassem a melhor campanha na fase classificatória.
Ainda assim, acredito totalmente em Santos e Botafogo.
JPAnzanello
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